Terceiro Porto Belo Sup Racer 2017.

Os paulistas Marinho Cavaco e Moa Jéssica sagrara-se tri-campeões do Porto Belo Sup Race Festival. A competição realizada em Porto Belo neste final de semana coroou também a jovem Rafaele Gonçalves, de Florianópolis, que também conquistou a terceira vitória consecutiva da etapa valida pelo Circuito Catarinense de Sup Race. O evento reuniu atletas da região, Grande Florianópolis, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. 
 
As provas individuais foram realizadas no sábado. Os atletas competiram em cinco categorias. O vento nordeste exigiu esforço extra dos participantes. A realização do festival movimentou o Centro de Porto Belo, com a presença de moradores e familiares dos atletas. 
 
No domingo, a prova em equipes (Tag Team) foi vencida pela Sifla de Itapema. Os atletas venceram outros três grupos. Antes da premiação, a organização do evento promoveu uma ação social unindo atletas a escoteiros do grupo Pegasus. A iniciativa promoveu a aproximação das crianças de Porto Belo com o stand up paddle. Na sequência, competidores e familiares realizaram um passeio na Ilha de Porto Belo, onde puderam conhecer a história do local.
 
O encerramento da competição ocorreu por volta das 14h com a premiação para os campeões. Após a entrega das medalhas aos campeões, a organização do evento sorteou vários equipamentos esportivos incluindo pranchas de stand up paddle e roupas de neoprene.
Apoio da Prefeitura Municipal de Porto Belo através da Fundação Municipal de Esporte e FUMTUR – Fundação Municipal de Turismo.
 
  O 3º Porto Belo Sup Race Festival contou com os seguintes apoiadores: IKAIKA Surfboards, Natural One, Da Magrinha, CCL – Cia. Catarinense de Laminação, Machucho Surfboards,Okes, Ilha de Porto Belo, Skull Surfboards, Pino, Moto & Bike DJ, Smooth, MOD Stand Up, Brasil Natural, Marauto – Rent a Car, Truzz, Marina Atlântida, Sup Club, Mini G, Restaurante Iara, 98,3 FM, Restaurante Panela de Barro, Garagem Dapizza, Confeitaria Dona Maria, Supermercados Costa Esmeralda e Ilha Sul Supermercados, assim como das Pousadas: Vô Jaques, Vila Verde,Sonho Meu, Porto Belo Hostel, Sandro Negócios Imobiliários e Hotel Morada do Mar.

Segundo o escritor alemão Dieter Hans Bruno Kohl há 500 anos uma expedição marítima espanhola, comandada pelo navegador português Juan Dias de Solís, se abrigou e abasteceu em 1516 nas águas da Baía de Porto Belo. A tese é baseada em relatos da viagem de Solís presentes em arquivos espanhóis e defendida pelo autor na nova edição do livro “Porto Belo – Sua História, Sua Gente“.

Porto Belo é uma cidade catarinense distante 50 quilômetros ao norte de Florianópolis. Situada na única península no Sul do Brasil, tem uma população de 18.000 habitantes e delimita uma enseada de águas calmas e abrigadas chamada de Baía de Porto Belo ou Enseada das Garoupas. Recebeu o título de Capital Catarinense dos Transatlânticos, pois nos últimos 15 anos é o principal ponto de parada de navios de cruzeiros no estado.

A Baía de Porto Belo é ampla, abrigada dos principais ventos incidentes na região, possui fundo arenoso e profundidade que permite o fundeio de grandes navios. É presença constante em relatos de navegadores desde o século XVI, onde é citada como ponto de abastecimento e “aguada”. Já foi palco de episódios históricos curiosos. Em 1777 uma esquadra portuguesa, comandada pelo Almirante Irlandês Robert McDouall, buscou refúgio no interior da baia quando fugia de uma esquadra espanhola 10 vezes maior. O esconderijo funcionou, a esquadra espanhola não encontrou os portugueses e partiu para conquistar Florianópolis. A esquadra portuguesa, incólume, foi para o Rio de Janeiro, então capital brasileira, onde o comandante McDouall foi preso, acusado de não cumprir ordens e não dar combate aos espanhóis. McDouall considerou a baia tão segura como se fosse uma caixa forte, uma “caixa d’aço”.

Dieter nasceu na Alemanha e vive há 32 anos em Porto Belo. Depois de um trabalho de pesquisa, anterior a popularização da Internet, lançou em fevereiro de 1987 a primeira edição do livro “Porto Belo – Sua História, Sua Gente”. Em 2005, após visitas ao acervo do Museu Nacional no Rio de Janeiro, arquivos da diocese de Florianópolis e outros arquivos, o autor lançou a segunda edição. Como nunca parou de pesquisar, Dieter se deparou com informações sobre a expedição de Solís. Entre os vários pontos de paradas da expedição há uma clara referência a uma baia situada a 27º Sul, chamada pelo navegador de Baía de Los Perdidos, exatamente a posição de Porto Belo. Com a aproximação dos 500 anos desta expedição, amparado pelo acúmulo de pesquisas e informações, em 2015 o autor publicou uma Edição Comemorativa onde defende esta tese.

O navegador Português Juan Diaz de Solís, ou João Dias de Solís, era um piloto renomado da armada portuguesa quando foi acusado de matar a esposa. Fugindo de Portugal passou a servir a Coroa de Castela, para ensinar aos pilotos espanhois o uso do astrolábio, de que era o maior perito da época, chegando ao cargo de Piloto Mór da Casa de Contratação. Em 1515 partiu de San Lucár de Barrameda, em direção à América do Sul, no comando de uma expedição com três embarcações. A frota tocou vários pontos do território brasileiro, inclusive uma enseada a 27º S que Solís chamou de “Baia de Los Perdidos”. Depois seguiu para a costa do atual Uruguay e Argentina. Adentra o Rio da Prata, do qual é considerado o descobridor, e faz contato com tribos autóctones. Em um destes contatos Solís morre e é comido pelos indíos. A expedição segue sem o comandante.

Segundo Dieter, o que primeiro lhe chamou a atenção foi o relato de Antonio de Herrera, (1549 – 1624) cronista oficial da Corte Espanhola, que registrou a viagem de Solis:

“Chegaram ao Rio de Genero, na costa do Brasil, que acharam em vinte e dois graus e um terço da Equinocial ao sul: e desde este rio, até o Cabo de Natividade, é costa de nordeste-sudoeste, e acharam terra baixa que sai bem ao mar: não pararam até o rio dos Inocentes, que está em 23 graus redondos; e daqui tomaram a rota para a ilha que chamaram da Prata, fazendo o caminho do Sudeste e surgiram em uma terra que está em 27 graus da linha, à qual chamou Juan Diaz de Solís, a Bahia dos Perdidos. Passaram o Cabo das Correntes, e foram surgir em uma terra em 29 graus, e correram dando vista à ilha de São Sebastião de Cádiz, onde estão outras três ilhas, que chamaram dos Lobos, e dentro do porto de Nossa Senhora da Candelária, que acharam em 35 graus: e aqui tomaram posse pela Cora de Castela; surgiram no Rio dos Patos, em 34 graus e um terço, chamaram Mar Doce, que pareceu depois ser o rio que hoje chamam da Prata, e então chamaram de Solís.”

Não deixa de ser curioso que a mesma hipótese já foi aventada no distante ano de 1816. O correspondente da Academia Real de Ciências Paulo Jozé Miguel de Brito, no livro “Memória Política Sobre a Capitania de Santa Catharina, Escripta no Rio de Janeiro” diz sobre o local onde Sólis fundeou:

“… quero conceder que Solís fundeasse exatamente em lugar situado a latitude 27º00’00”: se assim aconteceo, fundeou na Enseada das Garoupas, unico lugar para o norte da Ilha de Santa Catarina até o Rio de S. Francisco, a que Solís podia dar o nome de baía…”

 

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Para ter mais informações sobre a pesquisa de Dieter Kohl é possível adquirir o livro “Porto Belo – Sua História, Sua Gente” nas principais livrarias locais. Ou entrar em contato direto com o autor pelo e-mail: dieterhansster@gmail.com 

A 65 km ao norte de Florianópolis está localizado o município de Porto Belo, que tem uma população de aproximadamente 15 mil habitantes. O ar de cidade pequena muda no verão, quando o número passa de 60 mil, por causa dos turistas que aproveitam as férias para conhecer e se encantar com a região. O lugar é conhecido como Capital Catarinense dos Transatlânticos, porque é um dos destinos mais procurados por navios de cruzeiro para fazer escala em todo o Brasil.

Toda essa agitação tem um motivo: as praias de Porto Belo são imperdíveis! A beleza natural somada ao ar de cidade pequena deixa qualquer turista maravilhado. O município é dividido em praias e vamos mostrar aqui algumas das principais para você planejar seu roteiro nesse verão!

A escrava Liberata tinha 10 anos quando foi vendida por um morador de Paranaguá, Custódio Rodrigues. Não se sabe quanto foi pago pela “peça”. Corria o ano de 1790 e a menina veio para a Enseada das Garoupas, atual Porto Belo, termo da Vila de Nossa Senhora do Desterro, local de moradia do seu novo senhor, José Vieira Rebello.

Aos 23 anos,(1813) Liberata daria início a longo processo judicial até conquistar sua alforria por um surpreendente caminho: a justiça assumidamente escravocrata que considerava os cativos “persona e alieni júris” e que sempre tinha um sentido único, o de opressão aos escravos. Restringia-se a movimentação e manifestação dos escravos, punindo os com rigor.

Em petição encaminhada em julho de 1813, ao juiz do Desterro pelo advogado Francisco José Rebello, filho do irmão mais novo de José Vieira Rebello, por tanto seu sobrinho, dizia: Liberata… ”mulher parda cativa…. como pessoa miserável e desamparada, sem ter quem dela se compadecesse mais do que as sagradas leis de Sua Alteza Real…, implora de joelhos toda a devida vênia para que por esta primeira voz possa fazer saber à Alta Justiça os tormentos do seu cativeiro, as sevícias que de dia em dia sofre sem respirar”.

Liberata não revelara ainda ao juiz que escondido da esposa e filhos, seu dono a havia perseguido desde o primeiro dia em que chegou. Ela sempre relutara em atender aos caprichos de Vieira Rebello não tanto por medo da senhora. Seus temores eram em relação à filha do casal, Anna, que, ainda solteira, havia parido um filho, logo assassinado e enterrado “debaixo de uma goiabeira um pouco distante dali, no sítio da Tapera”. Sendo testemunha ocasional do crime, Liberata era constantemente ameaçada pela infanticida.

Em seu requerimento, Liberata admite que finalmente cedera aos desejos de José Vieira Rebello, pois o mesmo prometeu libertá-la. Seu senhor chegava a fundamentar sua promessa no ciúme que sentia, dizendo que lhe daria a liberdade “até porque não queria que ela servisse a outrem”.

Com o nascimento de seu primeiro filho, João, cópia escarrada do velho Vieira Rebello, o escândalo familiar estourou. Batizado na freguesia de São Miguel, (naquele tempo a Enseada das Garoupas pertencia à paróquia de São Miguel da Terra Firme), consta que o sacristão não resistiu ao comentário: “a esta hora, o filho é teu e da tua mulata”.

Antes de encontrar um companheiro para casar-se, Liberata ficou novamente grávida. Agora ainda mais ameaçada pela família do seu senhor pela “vergonha” provocada, Liberata preferiu evitar o batismo da criança, declarando-a cativa. Decidiu, porém, que Vieira Rebello não mais podia continuar protelando o cumprimento de sua promessa.

Em seu auxílio, o destino colocou Liberata mais uma vez diante de outro infanticídio. Uma outra escrava da família, Maria Conga, avisou-lhe que vira uma criança morta dentro de um cesto no quarto de Anna. Sabendo que a filha do seu senhor estava prenhe, Liberata largou a roupa que lavava na fonte e correu a tempo de ver seu senhor e a filha enterrando o cadaverzinho “junto a uma grande pedra, abaixo do barranco da descida da casa”.

Suas pressões sobre Vieira Rebello aumentaram, mas sem resultado, já que seu advogado não se dispunha a fazer uso destas informações ao juiz.

Foi nessa época que Liberata conheceu o mulato José Pinheiro, jovem livre e disposto a casar. O padre Agostinho Mendes dos Reis informa que, quando de uma de suas visitas à região, o casal o procurou, solicitando que oferecesse em seu nome 115$200 réis como pagamento de sua alforria. Segundo o padre, Vieira Rebello contrapôs um preço absurdo, sinalizando não ter a mínima vontade de conceder a liberdade a sua escrava.

O juiz do Desterro nomeou o advogado Francisco Rebello como curador e depositário de Liberata e intimidou Vieira para prestar depoimento. No dia 13 de julho, o curador oficia o magistrado, informando que o responsável pelo distrito de São Miguel, Micael Francisco, não tomara nenhuma providência para encaminhar Vieira Rebello ao tribunal.

Depois de muita insistência por parte do juiz que o ameaçou conduzi-lo a força ate a vila de Desterro, Vieira Rebello com medo de que, além de perder a escrava, fosse responsabilizado pelos infanticídios presenciados por Liberata, tentou mais uma jogada. Promoveu uma troca ilegal de escravos com seu enteado, o tenente Floriano José Marques, que morava na Enseada da Encantada, que desta feita passava assim ser o novo senhor de Liberata.

Era comum naquele tempo do início da colonização as uniões fortuitas entre escravas e seus senhores. O exemplo aqui apresentado era apenas mais um. O filho mais velho de José Vieira Rebello, João Correia Rebello, casado com Josefa Antônia de Jesus, que faleceu antes de 1840, chegou aos 98 anos. Em 1825 batizou Thomazia, filha natural de sua escrava Maria, em 1859 Cizilo, filho de sua escrava Anastácia e ainda Gregório em 1864, filho da escrava Felipa.

Mas vamos voltar a história de Liberata iniciada na edição anterior.

Segue-se então uma sucessão de requerimentos ao Juiz do Desterro que se prolongaria até meados de 1814, ora Floriano pedia levantamento do depósito de Liberata, ora o procurador Francisco Rebello apontava a ilegalidade da troca de escravos. O processo não andava.

Cansado desta lengalenga, o advogado de Liberata resolve jogar uma cartada final, relatando ao juiz as verdadeiras razões que levaram Vieira Rebello a evitar comparecer ao tribunal, arrolando mais dois crimes cometidos por ele e a sua filha: outro infanticídio ocorrido poucos meses antes, cuja prova era o corpo enterrado perto da fonte do sítio na Enseada das Garoupas, e a morte de “Joaquim, um crioulo da casa”, lançado ao mar diante de todos os demais escravos, depois de pego em flagrante sobre a insaciável Anna.

No dia 21 de julho de 1814, Liberata foi chamada a depor, ainda que seu testemunho, conforme o estatuto jurídico da época tivesse validade relativa, pois o escravo era considerado como “coisa” e não como pessoa.

Não demoraria a Floriano Marques oferecer a alforria da Escrava Liberata em troca da desistência do prosseguimento da ação que aconteceu da seguinte forma: Liberata seria libertada em troca de terras oferecida por Vieira Rebello. O arranjo era perfeito: Liberata livre, Vieira Rebello a salvo das acusações de crime e Floriano Marques recompensado pela troca. Por isso é que a ação foi arquivada e antes do final de outubro do mesmo ano, Liberata era uma mulher livre, mas a história ainda não tinha acabado.

Duas décadas depois, os filhos de Liberata, José e Joaquina, que ela teve do casamento com José Pinheiro, se veem obrigados a trilhar o mesmo caminho da mãe para preservar sua liberdade. Somente após cinco requerimentos conseguem que o juiz do Desterro aceite que seja feito o depósito legal e dê início à ação de demanda de suas alforrias. Representados por João José Câmara, os dois lutam contra a tentativa de reescravização pela viúva do major Antônio Luis de Andrade, Dona Joaquina Rosa Tavares, em casa de quem viviam desde pequenos.

Com a alforria de Liberata, as duas crianças haviam sido enviados pelo juiz de Órfãos ao major Andradepara que: “ele os criasse e ensinasse a José o ofício de alfaiate”. Andrade, entretanto, resolveu agir além do recomendado pelo magistrado e riscara o nome da mãe das crianças da certidão de batismo, prova fundamental de sua condição de libertos. Logo que enviuvou, Joaquina Rosa Tavares queria inventariá-los como cativos.

Argumentava seu advogado, curiosamente o mesmo que atuara como curador de Liberata 20 anos antes, Francisco Rebello, que os escravos não podiam lhes ser tomados, pois: “afinal de contas, o que vale mais, na Constituição daquele Império, a propriedade ou a liberdade?”.

O advogado dos filhos de Liberata, Eleutério Francisco de Souza, foi mais eficiente. Citando o parágrafo 4 das Ordenações Filipinas, “sempre são mais fortes as razões que levam a liberdade”, alegou já ter sido provada a ilegalidade da troca dos escravos entre Vieira e Marques, não existindo, portanto, qualquer documentação capaz de comprovar a posse de José e Joaquina por quem quer que fosse.

 No dia 18 de julho de 1837, Severo Amorim do Valle, acata a argumentação de Eleutério: como a viúva Andrade não foi capaz de provar sua propriedade sobre os filhos de Liberata, as razões a favor da liberdade prevaleceram e ambos são declarados livres.

No final do ano seguinte, o Tribunal da Relação do Rio de Janeiro confirma a sentença: José e Joaquina são livres “como de ventre livre tivessem nascidos”. (Extraído do estudo de Keila Grindberg, DC Documento de 8 de março de 1996, com acréscimos).

No que diz respeito a filha de José Vieira Rebello Anna, não temos informações mais precisas, mas deve ter chegada no porto seguro de um casamento, afinal podia ser considerada um “bom partido”.

Lugar paradisíaco, natureza preservada e um movimento de mais de 1800 pessoas por dia. Assim podemos caracterizar a Ilha de Porto Belo, localizada no litoral sul do Brasil, em Santa Catarina.

A ilha possui políticas de integração capazes de inserir o homem à natureza, promovendo o cuidado e a noção de preservação ambiental. Conheça sua história, seus atrativos e entenda como chegar até ela no post de hoje!

Porto Belo tem um ponto de águas mornas e bem transparentes, conhecido como Caixa d’Aço. O local é totalmente preservado e entra em contato direto com a Mata Atlântica. Já a água possui um tom verde esmeralda, bem convidativo para o banho.

O local virou o point dos jet skis, barcos, iates e veleiros. Também já foi palco para o clipe da versão em inglês de “Ai, se eu te pego”, de Michel Teló (clique aqui para relembrar). Na época de alta temporada, o local fica tomado por veículos marítimos e eles começam a parar um muito próximo ao outro. Assim, os visitantes transformam seus iates em verdadeiras baladas sobre a água. Conheça outros diferenciais da Caixa d’Aço!

Você sabia que Porto Belo, em Santa Catarina, é conhecida como a capital dos transatlânticos? Este apelido vem do fato de a cidade receber mais navios do que as cidades portuárias mais conhecidas do Brasil, como Itajaí e São Francisco do Sul.

Mas sabe como isso começou? No post de hoje, você entenderá como foi este descobrimento de Porto Belo para a sua imersão no mundo dos cruzeiros e conhecer pontos turísticos do local. 

Após a chegada de Cabral ao Brasil, a região de Porto Belo – conhecida como Enseada das Garoupas – recebeu visitas dos portugueses, tentando uma colonização. Entretanto, o belo cenário natural era povoado muito antes disso.

Os primeiros povos

Por volta de 3000 A.C., grupos de caçadores e coletores do Vale do Rio Uruguai ocupavam a área. Os primeiros grupos indígenas se estabeleceram dois mil anos depois. No litoral permaneciam os índios Carijós, da nação Tupi-Guarani, enquanto o interior foi ocupado pelos povos Jê.

A descrição dos índios catarinenses foi realizada em 1504 pelo navegador Binot Paulmier de Gonneville. Infelizmente, esses povos não resistiram ao contato com o homem branco. Além da escravidão, doenças trazidas pelos bandeirantes contribuíram para diminuir seu número. Hoje, peças arqueológicas e inscrições rupestres indicam a presença indígena na área. Reserve seu traslado agora.

A colonização portuguesa

A região não era rica em ouro, principal interesse da Coroa nos primeiros séculos da colonização. Os navegantes que chegavam à Enseada dos Garoupas relatavam que a terra alagadiça não era adequada para a agricultura. Mesmo assim, ela era lembra pela beleza de águas tranquilas e navegáveis. Durante as tempestades, era um porto seguro muito bem-vindo.

Em 1703, aconteceu a primeira tentativa de ocupação da área pelo português Domingos de Oliveira Rosa, que veio atrás do ouro. Logo desistiu da ideia, pois as jazidas eram pobres e não lhe deram retorno.

No século XVIII, o governo português instituiu um projeto de colonização no litoral catarinense. O Arquipélago dos Açores se encontrava em difícil situação econômica, então muitos açorianos imigraram para o Brasil. Foram recebidos 60 casais para fundar o povoado que hoje é Porto Belo. Os ataques recorrentes dos espanhóis e as condições climáticas tornaram o crescimento moroso. A distância da capitania de Santa Catarina também não ajudava.

Foi só em 1818 que a Enseada das Garoupas chegou à condição de Colônia, batizada Nova Ericeira. O nome não pegou, mas uma colônia de pescadores se estabeleceu com homens e mulheres vindos de Portugal. A região continuou a ser chamada de Enseada das Garoupas até 1824, quando foi denominada Vila de São Bom Jesus dos Aflitos de Porto Belo.

No dia 13 de outubro de 1832, Porto Belo foi elevada à categoria de município. Anos depois, foi anexada ao município de Tijucas, mas recebeu a emancipação definitiva em 1925. 

Os atrativos turísticos

Não foi a toa que a região ganhou esse nome. Porto Belo tem praias de areia fina e branquinha, com águas calmas e limpas. Algumas são colônias de pescadores, como a Praia do Araçá. Outras, incluindo a Praia Central e a Praia de Perequê, atraem mais turistas para um banho de mar. Já a deserta Praia do Estaleiro, com acesso apenas através da trilha ou por embarcações, é ideal para os mergulhadores. A cidade também possui vários estaleiros e se destaca na construção naval.

Os passeios de barco são um grande atrativo da região, excelentes para quem quer conhecer as praias e a bela paisagem, além de praticar mergulho. A Enseada do Caixa d’Aço é o badalado ponto de encontro das escunas, lanchas e iates. Os turistas frequentam os divertidos bares flutuantes que, principalmente no alto verão, viram palco de muita festa.

Você não pode deixar de conhecer a Ilha de Porto Belo, localizada no município de mesmo nome. Tem passeio de caiaque e lancha, esqui-aquático, banana boat e tirolesa, além das trilhas subaquáticas e ecológicas. É um prato cheio para quem gosta de diversão e aventura! A ilha também oferece o melhor da gastronomia regional. Bares e restaurantes charmosos trazem em seu cardápio frutos do mar selecionados, entre outras opções. Reserve seu traslado agora.

A cultura de Porto Belo

Vale a pena conhecer as pinturas rupestres e peças arqueológicas que contam um pouco da história dos primeiros povos. O artesanato local é outro ponto forte, com produção de cerâmica, pintura e entalhes em madeira, trabalhos em couro, redes e cestarias. A herança açoriana é percebida em vários momentos, como na famosa produção de renda.

Já conhecia a história de Porto Belo? Ficou curioso para conhecer a cidade? Deixe o seu comentário!  Reserve seu traslado agora.

Com uma população de pouco mais de 18 mil habitantes, a cidade de Porto Belo fica na região do Vale do Itajaí. Seu território, a cerca de 65 quilômetros de Florianópolis, situa-se em uma baía conhecida como o melhor porto natural do Brasil e que costuma receber grandes embarcações de cruzeiros marítimos. O município também é famoso por conta da Ilha João da Cunha, também chamada Ilha de Porto Belo, que fica a 900 metros da costa.

A cultura da colonização açoriana, com a gastronomia rica em frutos do mar, a atividade pesqueira e expressões folclóricas, como o terno de reis e o boi de mamão, é fortemente presente entre seus moradores. Por situar-se em uma península onde se encontra preservadas grandes áreas de Mata Atlântica, Porto Belo possui belíssimas praias e balneários de águas tranquilas, que atraem turistas de todo o Brasil e de vários outros países. Conheça algumas principais praias.

A Reserva Morro dos Zimbos está localizada em Porto Belo e é constituída de 45,9 hectares de Mata Atlântica. Por ser irregular e íngreme, ela não está apta para receber visitas em grande escala; a visitação é limitada aos observadores de aves e a grupos participantes do programa de Educação Ambiental e de Pesquisa Integrada. 

A Mata Atlântica totaliza cerca de 1361 espécies de mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Já em número de plantas, a mata se supera ainda mais: cerca de 20.000 espécies ajudam a compô-la. Ela é considerada a segunda maior floresta tropical úmida brasileira, fica somente atrás da Floresta Amazônica. 

Para quem é curioso, aventureiro ou amante de natureza, esse programa é o ideal, pois é repleto de atividades como pesquisa, educação ambiental, observação de aves e trilhas, que serão explicados detalhadamente a seguir: